Entenda a preferência dos especialistas pelo DPS 275V - CLAMPER | SPD Specialist.
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Entenda a preferência dos especialistas pelo DPS 275V

Entenda a preferência dos especialistas pelo DPS 275V

A máxima tensão de operação contínua, simbolizada por UC, é um dos critérios de especificação dos DPS – Dispositivos de Proteção contra Surtos – que geram muitas dúvidas entre aqueles que desejam usá-los para a proteção de seus equipamentos.

A definição do valor UC depende dos valores de tensão da rede elétrica, bem como do sistema de aterramento da edificação. Existem, ainda, outros fatores a serem considerados que podem evitar a atuação indevida do DPS e, consequentemente, que ele chegue ao fim da vida útil.

Neste texto, vamos desmistificar o assunto com exemplos práticos e esclarecer as principais orientações contidas nas normas que tratam do assunto.

As tensões 175V e 275V podem ser visualizadas na etiqueta que consta no próprio DPS e são identificadas pelo símbolo UC, conforme figura 1. Esses valores referem-se a máxima tensão que poderá ser aplicada continuamente no dispositivo, sem que ele venha a operar e esse parâmetro é considerado quando todo o circuito está “funcionando” normalmente, sem a ocorrência de distúrbios, como por exemplo, os surtos elétricos.

Os eletrodomésticos e eletroeletrônicos quando conectados às tomadas, suportam um valor máximo de tensão para seu funcionamento. Vamos exemplificar com uma geladeira, um modelo de 127V, não pode ser conectado diretamente a uma tomada 220V, pois essa tensão (220V) supera o valor máximo que o equipamento suporta (127V), logo ele irá danificar.

Quando se observa as tensões 175V ou 275V dos DPS, o mesmo raciocínio é válido. No exemplo da Figura 2, os valores de tensão entre fase-neutro são 220V. Se instalarmos um DPS com UC de 175V, ele chegará ao fim de sua vida útil não por ter atuado com a ocorrência de um surto elétrico, mas devido a tensão nominal da rede ser superior ao que ele suporta.

>> Mas o DPS não é utilizado para proteger contra sobretensões?

Nessa óptica existem dois tipos de sobretensões: transitórias e temporárias.

O surto elétrico ou sobretensão transitória é a elevação abrupta de tensão (chegando a milhares de volts) em um curto período de tempo, na ordem de microssegundos. Já a sobretensão temporária possui variações menores na amplitude da tensão, geralmente dezenas de volts, sempre mantendo a mesma frequência da rede de energia e perdurando por um tempo maior.

É importante salientar que anomalias de sobretensão temporária na rede de energia, como por exemplo, eventos de perda de neutro, curto-circuito entre fase e terra, dentre outros, podem expor o DPS a valores de tensão fase-fase. O exemplo da Figura 4 ilustra um curto-circuito ocorrido entre a fase R e o terra (PE), onde os instalados DPS possuem UC de 175V. Consequentemente, os DPS instalados nas fases S e T serão danificados, pois em seus terminais a tensão chegará a 220V, valor esse que supera a máxima tensão suportada pelos dispositivos.

Desta forma, para evitar a queima desnecessária do DPS, é prudente que a escolha do valor UC seja superior ao valor da tensão fase-fase do sistema, ou seja, em um sistema que tenha tensão 220V entre fases, pode-se utilizar os DPS com UC de 275V.

Acompanhe as nossas publicações para conhecer mais sobre as teorias e conceitos das proteções contra surtos elétricos dos DPS CLAMPER.

E conte sempre com a ajuda do nosso Suporte Técnico para auxiliar nas especificações desses dispositivos. Se necessário, entre em contato pelo telefone (31) 3689-9500 ou e-mail suporte@clamper.com.br.

Bibliografia

ABNT NBR 5410:2004 – Instalações elétricas de baixa tensão

ABNT NBR 5419:2015 – Proteção contra descargas atmosféricas

ABNT NBR IEC 61643 – Dispositivos de proteção contra surtos em baixa tensão

Livro CLAMPER – Proteção de equipamentos elétricos e eletrônicos contra surtos elétricos em instalações.

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